terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Xposure Fotocafe

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2003

Redução de horas ao Deslize só alargou vontade de estar

2003-12-19
[ Pedro Vila-Chã ]
in JN

Redução de horas ao Deslize
só alargou
vontade de estar

Parece um sacrilégio pensar num bar alternativo, paredes-meias com a Sé de Braga. Em 1985, quando abriu, o Deslize adivinhava a direcção que a sociedade local seguiria, na senda da tendência de desmultiplicação de bandas a que a Bracara Augusta assistiu. Para quem acaba de "cegar" com a imponência da iluminação da Sé, a ambientação ocular tem de ser acompanhada pela suave descoberta das formas que a gerente, Sofia Cabral, desenhou na parede. A pintura enquanto o falar visível. "O mistério cintila no mistério. Dizer e não dizer", Manuel Alegre dixit.

Por alturas de 1960, a então "Tasca do Faria" vendia, em média, uma pipa de vinho por dia. O projecto desenvolvido por José Pinto converteu o espaço numa área de fusão multicultural, onde cabiam as propostas mais vanguardistas no campo das artes e onde as toscas e ratadas a tinto malgas de vinho foram substituídas por bebidas mais brancas.

Não se trata de concentrar uma existência num gesto, num local, numa imagem estereotipada. O Deslize é "aquele bar", não para sorver em doses industriais as triviais conversas televisivamente retratadas, mas para recensear novidades.

Porque os indivíduos têm sempre razão, no Deslize as massas erram, porque foi sempre um bar "de uma imensa minoria". Rapidamente passou a prática luxuriosa dos vícios mais requintados e os convivas saíam entre os gorjeios de pintassilgos, defenestrados nas casas mais pitorescas da urbe bracarense, quando rompia a manhã, anunciada pelos imponentes sinos da catedral. "Da Floresta Escura até à presença divina do amor que move o Sol e os outros astros", in Divina Comédia.

Florilégios de "jam sessions", teatro e até sessões de esclarecimento de partidos políticos, albergou o Deslize, quase que obrigado a tornar-se uma memória, ao fechar, entre a semiologia prodigiosa de regressões em que é pródiga a sociedade local.

Da música electrónica às nostalgias dos 80's, os ourives que burilam o som cedem a acoplagens sonoras de reconstrução cromática.

Tautologias circularam por Braga, quando o visado era o Deslize. "Com razão, em certa altura, mas sem fundamento, a partir de uma data. Sempre critiquei os empresários da noite que fazem a apologia da venda de álcool barato", destaca Sofia Cabral, rebatendo argumentos falaciosos que serviram de base ao encerramento do bar.

"Este é um bar que privilegia a cultura alternativa. Quando aparecemos, fomos incentivados, porque era importante a revitalização do centro histórico. Conseguimos resistir a uma fase difícil e manter uma clientela heterogénea", disse Sofia.

Deslize
Morada RUA D. PAIO MENDES. SÉ, BRAGA
Horário TODOS OS DIAS, DAS 22 ÀS 2 HORAS
Imperial 1,25EUR / Destiladas 3,00EUR

terça-feira, 16 de dezembro de 2003

NA GARAGEM

2003-12-13
[ NUNO PASSOS ]
in Público

NA
GARAGEM

Minho tem meia centena de bares-concerto

"Praticamente não há bares para concertos nas margens do rio Minho." O desalento do teclista José Paulo Ribeira, dos Ironic Speech, de Caminha, junta-se à opinião que vinga na maioria dos novos projectos musicais, que dizem carecer dessa roldana que faz girar o circuito musical - as actuações dão dinheiro para comprar instrumentos e gravar maquetas, cativar espectadores, chamar os média e as editoras.

A consternação, porém, não é comum a todos. "Os bares existem, a gente é que não pode ficar à espera que eles venham ter connosco", reclama Sandra Monteiro, dos vimaranenses Nothem, que este ano já realizaram 42 concertos no país. O certo é que torna-se mais fácil encontrar cafés-concerto "do rio Lima para baixo", mas cada localidade tem "pelo menos um cantinho" para lançar os colectivos independentes, o que prefaz cerca de cinquenta palcos no Minho com um mínimo de condições.

O número é partilhado pelo promotor de eventos José Costa, que não se cansa de repetir que existe, contudo, em parte das casas uma espécie de filtro imposto aos intérpretes. O cenário deve-se a questões de mentalidade e da necessidade de trazer "alguém que renda" em termos de público, argumenta. "Em geral, os proprietários não estão dispostos a ceder o palco por gostos musicais ou, no caso do 'heavy metal', por medo de haver tumultos", acentua o também "manager" dos Fat Freddy ou O Projecto É Grave, lembrando que também os vereadores das câmaras têm "pouca sensibilidade" para sons modernos, esbanjando o orçamento cultural em actividades "que quase ninguém vê".

Os gerentes contactados do "Net Coop", em Ponte de Lima, e do "Café Teatro", em Viana do Castelo, preferem sublinhar a necessidade em "respeitar o espírito" da casa e "as expectativas" que os clientes habituais têm. Noutras vezes, os proprietários lançam a aposta, mas é a audiência que desilude, como sucedeu recentemente com os Mesa - no "VooDoo Lounge", na Amorosa.

"As bandas sujeitam-se a tocar em condições impossíveis e imaginárias pelo amor da música", continua José Costa. O "cachet" das actuações dos grupos emergentes oscilam entre o custo zero, com eventual jantar antes da subida ao palco, e uns excepcionais 250 euros. Regra geral, quatro em cada cinco bares não querem perder no negócio e usam o "sistema do cartão", em que cerca de 50 a 70 por cento das entradas vão para os bolsos da formação.

Pelo Minho, há ainda outros bares que merecem referência a nível de segunda linha: em Barcelos, os Histórico e Triangubar, em Vila Verde, o Horas Extras; em Amares, os Rithmos, Pinxos, Tertúlia e Autocarro Bar; em Lixa, o Moinho Café; em Ponte de Lima, os Net Coop e Ministru's; em Ponte da Barca, o Poetas Bar; em Guimarães, o Ultimatum; em Paredes de Coura, a Casa das Artes; em Viana do Castelo, os Azeiteiro, Coffe e Bar do IPJ; em Famalicão, os Pedra Viva e Wall Street; em Arcos de Valdevez, o Azenha Bar; em Monção, o Ninho do Pardal; em Vieira do Minho, o Bar da Ilha. Mas há muitos mais. Basta descobri-los.

PRINCIPAIS ESPAÇOS

CAFÉ-TEATRO
Viana do Castelo
935250101
www.cafeteatro.org

CASA DAS ARTES DE ARCOS DE VALDEVEZ
Arcos de Valdevez
258520280

DESLIZE
Braga
936497197

FÓRUM ARTE E MULTIMÉDIA
Oliveira S. Mateus, Famalicão
252981361
www.ascinfor.pt/forum.htm

INSÓLITO
Braga
968016240

KASTRU'S
Forjães, Esposende
253871339
www.kastrusbar.com

LIVE ROCK CAFE
Medelo, Fafe
919214329

QUINTA DO OLIVAL
Caldelas, Amares
937667770

VOODOO LOUNGE
Amorosa, Viana do Castelo
968083532

WHISKY BAR
Prado, Vila Verde
962885495

sexta-feira, 12 de dezembro de 2003

Santa Indifference

Kids these days don't smile when they visit Santa Claus, according to research performed a few days ago by Ig Nobel Prize winner John W. Trinkaus. Professor Trinkaus observed children at two large shopping malls and a major department store, noting each child's facial _expression as the children visited Santa Claus. Every child was accompanied by a parent or guardian.

What Professor Trinkaus saw surprised and saddened him. More than 95 percent of the children were visibly indifferent or hesitant as they approached Santa. Only one percent of them smiled or showed other signs of happiness. On the other hand, Professor Trinkaus noted, nearly all of the parents were visibly quite happy and excited.

For details of the Santa research, see improbable.com

terça-feira, 9 de dezembro de 2003

Design

>''Most people make the mistake of thinking design is what it looks like.''

>''People think it's this veneer
-- that the designers are handed this box and told,
'Make it look good!'

That's not what we think design is.
It's not just what it looks like and feels like.
Design is how it works.''

>Steve Jobs, Apple's C.E.O.

ML

Nostalgia isn't what it used to be.

ML

Etc. :
A sign to make others believe that you know more than you actually do.

ML

My Boss keeps fighting with me over a religious difference:

He thinks he's God
and I don't.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2003