domingo, 19 de outubro de 2003

uma bola de fogo

If one synchronized swimmer drowns, do the rest have to drown too?

terça-feira, 14 de outubro de 2003

habitantes / BookCrossers

Considerando apenas os registos no nome mais correcto de cada país, o "ranking" de países com maior implantação do BC (número de pessoas por "bookcrosser") dá o seguinte resultado:

1. Nova Zelândia: 2149
2. Canadá: 2310
3. Estados Unidos: 3044
4. Austrália: 4198
5. Portugal: 4545
6. Reino Unido: 5360
7. Itália: 6215
8. Países Baixos: 7272
9. Espanha: 8562
10. Alemanha: 10641
11. França: 35566
12. Brasil: 151436

Pois também me parece que, como defende o Francisco – Xuaxo Portugal, o indicador deve ser ponderado em termos de população, que é o nosso limite de crescimento. Estão a ver como somos mesmo uma potência disto. O primeiro pais que não tem inglês como língua oficial. E à frente do Reino Unido. Estão a ver o que vocês foram fazer :)? Isto é uma coisa de tão poucos meses :). Mas é apenas um ranking, o mais importante é que bc luso seja dos mais divertidos, afinal até há muita gente que gosta de ler.

If love is blind, why is lingerie so popular?

Success is relative - the more success, the more relatives.

Better days will come. And they will known as Saturdays and Sundays.

Dear Santa, all I want for Christmas is your list of naughty girls

Bacteria, it's the only culture some people have!

If people from Poland are called "Poles," why aren't people from Holland called "Holes"?

We must believe in free will. We have no choice.

I pretend to work. They pretend to pay me.

People who think they're perfect are very annoying to those of us who really are.

terça-feira, 7 de outubro de 2003

ando a ler muito ; )

entra! não tenhas medo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2003

domingo, 14 de setembro de 2003

O Novo Estádio Municipal de Braga

2003-09-14
[ FILIPE FONTES, arquitecto ]
público

O Novo
Estádio Municipal
de Braga

"Criar a forma com a essência do problema e os meios da nossa época - esta é a nossa tarefa"
Mies van der Rohe

De todos os estádios de futebol em construção no país, o novo estádio municipal de Braga, afigura-se aquele que mais apaixonadamente entusiasma os arquitectos em particular e os cidadãos em geral, sendo já, ainda não finalizado, considerado uma "obra arquitectónica" de referência do novo século...

Objecto de rasgados elogios mas também de acesa polémica, o novo estádio municipal de Braga constitui-se como um elemento notável na actual produção arquitectónica do país, afirmando-se pela sua qualidade conceptual, singular enquadramento paisagístico e arrojo construtivo.

Não pretendendo reflectir sobre a obra arquitectónica de uma forma aprofundada ou académica, nem tão pouco alimentar a polémica verificada, nomeadamente ao nível do investimento público e controlo orçamental, é intenção deste texto relacionar a nova construção com a cidade, o Minho e o país, tentando perceber como a mesma obra poderá conformar-se como uma "mais-valia" , enriquecendo o património arquitectónico, marcando o território, influenciando as pessoas, em conclusão, prestando um serviço à comunidade e, consequentemente, gerando mais qualidade de vida.

O novo estádio municipal de Braga é uma obra de evidências, interesses e expectativas:

Evidências na confirmação do seu autor, arquitecto Eduardo Souto Moura, como arquitecto de mérito quer na procura conceptual da melhor solução para a encomenda, quer no domínio da escala da intervenção, quer na assunção do projecto e seus resultados.

Evidências no entendimento da arquitectura como actividade multidisciplinar que necessita, recorre e incorpora muitos outros saberes e técnicas (geologia, engenharias, hidráulica, segurança, paisagismo,...), e "cuja prática corresponde a um serviço profissional que é simultaneamente económico e cultural"(2).

Evidências na descoberta do carácter urbano da intervenção não só pelos seus elementos urbanos que encerra (nomeadamente as suas duas grandes praças que ladeiam, a cotas diferentes, o estádio) como também pela sua matriz estruturadora de todo o espaço envolvente que irá emergir urbanística e construtivamente.

Evidências no arrojo e singularidade que a obra encerra, percepcionando o futebol como um espectáculo sujeito a regras de conforto físico e visual.

Evidências na preocupação paisagística, negando a imposição do construído na paisagem, mas dispondo a massa edificada a participar na composição e qualificação dessa mesma paisagem.

Interesses pelas suas características inovadoras e qualitativas, ao nível da paisagem, da arquitectura e da construção, afigurando-se capaz de atrair inúmeros visitantes, de interesses diferenciados, com repercussões directas para o turismo da cidade e região.

Interesses pelo seu ambiente único e singular que o fará "sedutor" de muitos eventos, o que, aliado ao parágrafo anterior, gerará fluxos de pessoas e bens, beneficiando a economia da cidade e da região.

Interesses pelo seu carácter excepcional e singular, motivando investigação, estudo, visitas e gerando o património de amanhã (...enriquecendo, assim, as vertentes patrimonial e cultural da cidade e região).

Interesses pela forma como poderá disciplinar e induzir qualidade no planeamento urbano de uma nova área urbana de Braga, beneficiando, assim, o urbanismo da cidade e região.

Expectativas sobre a sua funcionalidade em função das actividades previstas e do "ambiente natural que a rodeia" (...por exemplo, os ventos,...)

Expectativas sobre o equilíbrio racional entre o arrojo e a singularidade da obra com o seu custo, não só de construção como também de manutenção.

Expectativas sobre a confirmação da sua capacidade de atracção de eventos e actividades, que não somente desafios de futebol, potenciando uma utilização diversificada e "usufruível" por todos que não somente espectadores de desafios de futebol.

Expectativas sobre a sua capacidade de influenciar a prática arquitectónica na zona envolvente ao estádio e, numa perspectiva mais ampla, na cidade e região.

Este parece ser o grande desafio que o novo estádio municipal de Braga encerra como "obra arquitectónica": confirmar as expectativas, satisfazer e rentabilizar os interesses, superar as expectativas (transformando-as em razões positivos da obra em causa), conjugando e maximizando o sítio, o programa, a forma, a construção e a apropriação num processo gerador de património construído, cultural e serviço público à comunidade.

Se assim for, o que se afigura por todos desejado e a todos interessar, o novo estádio municipal de Braga será uma bela forma de celebrar o ano de 2003 como o ano nacional da arquitectura, expondo e usufruindo o cada vez mais inalienável "direito à arquitectura" que a todos assiste!

(2) Rui Barreiros Duarte

A Sé de Braga

2003-09-14
[ EDUARDO PIRES DE OLIVEIRA]
público

A

de Braga

Pouco sabemos sobre os templos romano e pré-românico que existiram no local onde o bispo D. Pedro (1070-1091) veio a levantar os primeiros alicerces e paredes da actual igreja. Da mesma forma, também não discutiremos a sua primitiva planta, se teria três ou cinco naves. Retenhamos apenas que a estrutura é ainda profundamente românica e que, apesar das mil e umas alterações que sofreu ao longo dos séculos, é essa aparência medieval que o torna conhecido.

Claro que há partes em que se sentem outros gostos, outras vontades. Nomeadamente a de D. Diogo de Sousa (1505-1532), sem dúvida alguma a mais importante personalidade em toda a história bimilenar desta cidade arquiepiscopal. Com este arcebispo, Braga transformou-se; não foi sem razão que afirmou numa das cartas que escreveu ao rei D. João III, de quem era confessor, que tinha alterado radicalmente a cidade, que os singelos edifícios de barro tinham sido trocados por outros bem robustos, de pedra. Ou seja, Braga perdera a aparência de uma espécie de acampamento organizado e passava a ter uma estrutura urbana moderna.

Se olharmos a lista de obras que fez na Sé, veremos que a transformou definitivamente. E, como obra maior, ainda persiste a capela-mor, em que se fez o primeiro tecto curvo (de combados) que houve em Portugal e um imenso retábulo composto por um grande número de imagens de pedra de Ançã, hoje infelizmente perdido.

E se é verdade que ficamos presos à beleza daquele tecto, também não é menos verdade que esta foi a primeira obra lavrada em território português pelo grande Diogo de Castilho, o insigne mestre de pedraria biscainho que viria a ser nomeado arquitecto régio e que tanta influência teria na arquitectura portuguesa, na matriz de Vila do Conde, nos Jerónimos, em Tomar e em muitos outros locais, Marrocos incluído.

A magnífica sacristia mandada fazer por D. João de Sousa (1696-1703) e concebida por outro arquitecto régio, João Antunes, trouxe uma nova lufada de ar fresco na arquitectura bracarense; mas a cidade não a soube entender, presa que estava aos valores de um tardo maneirismo que se estendeu quase até aos finais do primeiro terço de Setecentos. A proposta era demasiado aberta, excessivamente ousada para uma cidade que estava a aceitar bem o barroco, mas apenas no domínio da talha e das artes ditas menores.

Aliás, o arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles (1704-1728), um dos que mais fortemente interveio na Sé, manteve como seu mestre favorito um engenheiro militar, Manuel Pinto Vilalobos. No seu período, a catedral encheu-se de retábulos, grades, lampadários e outras peças mais; e as paredes receberam amplos rodapés de azulejos. E porque o cerimonial era uma parte importante, mandou imprimir um novo Breviário, para melhor organizar a actividade religiosa da catedral e dos templos da arquidiocese.

Embora as naves tenham ganho uma fortíssima ambiência barroca, foi só com a construção do novo cadeiral (1737) e dos esplendorosos órgãos - cujas caixas foram requintadamente esculpidas por Marceliano de Araújo - que a Sé ganhou um fulgor que inebriou toda a cidade.

Durante umas boas quatro décadas, a Sé manteve este seu aspecto festivo. Mas a partir de 1779 tudo se transformaria. O cónego Manuel Vale propôs e o arcebispo aceitou que o interior fosse totalmente remodelado, profundamente simplificado com novos retábulos neoclássicos, quiçá desenhados por Carlos Amarante, o protegido de D. Gaspar de Bragança.

Estava dado o novo mote: retiraram-se os rodapés de azulejos que cobriam as paredes laterais, os retábulos que estavam no meio do templo encostados às grandes pilastras, trocaram-se os que estavam na cabeceira e ao longo das paredes por outros bem mais simples e por um novo apostolado - por sinal magnífico - que viera de Lisboa, as confrarias, como a de Nª Sª do Rosário, encomendaram esculturas e pinturas em Roma... Quem tivesse passado meia dúzia de anos fora de Braga e voltasse a entrar na catedral, pensaria que tinha acontecido um terramoto!

Curiosamente, apesar de todas estas alterações recebidas nos tempos do barroco e do neoclássico, houve sempre um grande respeito pelo magnífico retábulo-mor renascentista de D. Diogo de Sousa. Mas, em 1877, sem qualquer razão perceptível, foi decidido trocar esta obra-prima por um outro feito de meia dúzia de tábuas lisas e uns tantos panos ricos. A catedral perdia assim, definitivamente, uma das suas obras maiores, pois nem sequer houve o cuidado de guardar a bom recato na "casa do tesouro" - que já então era uma espécie de museu - o conjunto de esculturas que o compunham!

Foi para tentar dar uma certa "arrumação" a todas as obras anteriores e consolidar as paredes que estavam com graves problemas, que os Monumentos Nacionais aqui gastaram, a partir de 1929 e durante mais de três décadas, uns largos milhares de contos. Pena foi que tivessem avançado com ideias preconcebidas - voltar a dar à Sé um ambiente românico - e que prestassem pouca atenção aos vestígios que iam surgindo conforme se iam demolindo ou descascando as paredes.

Hoje e apesar daquela obra, a Sé Catedral de Braga continua a mostrar a sua inegável grandeza, as razões porque é a sede de uma arquidiocese "Primaz das Hespanhas".

Convite aos leitores

O destino do Passeio Público é, no próximo sábado, a Sé de Braga, e um mundo de desígnios e pequenos pormenores a descobrir nas palavras de Eduardo Pires Oliveira e em cada canto na sede da mais velha diocese portuguesa. As capelas dos Reis, de S. Geraldo e da Glória, o Tesouro, sobretudo o Coro alto, as camadas de que se compõe a intervenção humana no espaço com o devido enquadramento histórico são partes da ementa de um manjar riquíssimo de conhecimento, desde logo das raízes do nosso país. O encontro fica marcado para as 10h00, na porta principal da Sé.

domingo, 31 de agosto de 2003

Oferta Cultural Incipiente e Sem Novidades

2003-08-31
[ISABEL FREIRE]
Público

Oferta Cultural Incipiente
e
Sem Novidades

Passado o periodo de férias, a próxima temporada cultural está já agendada mas parece não ter grandes novidades ou emoções para oferecer ao público minhoto. À parte alguns concertos de relevo e uma ou outra estreia teatral, o leque de opções não é muito variado, e a autarquias dizem mesmo que preferem apostar na formação de novos públicos orientando grande parte das suas actividades para a população escolar.
"É extremamente compensador quando vemos um filho a explicar ao pai o significado de uma peça de uma exposição de arte, porque um dos nossos colaboradores já o esclareceu, na sua escola" - congratula-se o director da Casa das Artes de Arcos de Valdevez, Nuno Soares. É no sentido de "sensibilizar as crianças" para que "as áreas culturais não sejam estéreis e vagas" na sua cabeça, que esta estrutura cultural vai desenvolver acções de formação nas próprias escolas, explica Soares.
É uma iniciativa que será retomada agora em Setembro e que encontra exemplos paralelos noutras cidades, como é o caso de Famalicão. "As crianças são bons espectadores. É mais fácil captar um miúdo do que um adulto para um espectáculo", considera o programador da Casa das Artes de Famalicão. Paulo Brandão promete que a cultura famalicense irá ser retomada "em força", com um concerto do brasileiro Zeca Baleiro e uma peça de teatro de Jacinto Lucas Pires. Mas a aposta desta instituição será sobretudo na produção e co-produção da responsabilidade da casa. "Há um esforço para envolver o nome da casa das artes no espectáculo, o que nos permite uma melhor escolha, tomando uma parte activa no projecto cultural", augura Paulo Brandão.
A aposta na "prata da casa" é uma tendência que se verifica também em Guimarães, nomeadamente no Teatro Oficina. "A nossa próxima peça ['Uma coisa simples'] é construída a partir de nada, pensada e executada apenas com os recursos da Oficina", explica o administrador desta cooperativa cultural, José Bastos.
A preocupação em "não sobrepor" as iniciativas camarárias às dos outros agentes culturais vimaranenses, como a Oficina, é uma preocupação afirmada pela vereadora da Cultura de Guimarães, Francisca Abreu. "Sempre com critérios de qualidade e rigor, não queremos enveredar por facilitismos de encher estádios nem trazer propostas feitas pelos outros. Queremos colmatar lacunas e investir na área da formação."

União de esforços

A área da formação é, precisamente, uma componente importante na oferta cultural daquela cidade para o próximo mês. Formação musical, profissional ou destinada às crianças, que Francisca Abreu alega ter um "impacto mais duradouro". Para além disso, sublinha que quase todas os eventos da câmara são realizados em parceria com outras entidades culturais, o que "acrescenta uma mais-valia ao projecto cultural, pois traz outras perspectivas e interesses."
Uma opinião partilhada pelo director da companhia Teatro do Noroeste, José Martins. O artista defende uma cooperação a um nível internacional, já que, "se os portugueses se quiserem afirmar na Europa, terão que o fazer com o restante teatro da Península Ibérica". O "plano estratégico" daquela companhia de Viana do Castelo passará, pois, pela continuação do intercâmbio com o teatro do país vizinho. Este é um plano que pretendem aplicar já no seu próximo trabalho, numa parceria com o encenador espanhol Guillerme Heras.
Para José Martins, a actividade cultural em Viana do Castelo está ainda numa fase incipiente: "Anda-se a esboçar uma tentativa do que se pode chamar uma vida cultural normalizada, na qual o facto cultural faz parte da vida, com a mesma regularidade com que alguém usa os transportes públicos ou os serviços de saúde".
A aposta da autarquia da foz do Lima vai nesse mesmo sentido, ao pretender criar "uma rotina de cultura com uma oferta diária e diversificada", alega a vereadora da Cultura, Flora Silva. Setembro "ainda será um mês de transição com um misto de actividades ao ar livre e de projectos em espaços formais", por isso, os vianenses poderão contar com um cardápio essencialmente virado para o folclore e astradições. A "descentralização da cultura", tal como é descrita por Flora Silva, vai ao encontro das freguesias, deixando de se limitar à "cultura urbana" e contribuindo para a "mobilização de agentes culturais" privados.
Para a homóloga bracarense, Ilda Carneiro, a relação entre autarquia e os agentes culturais é óptima: "Temos apoiado todos os projectos que nos são trazidos". Segundo a vereadora, a oferta da cidade dos arcebispos visa ser "eclética", procurando "dar a conhecer espectáculos de índole considerada elitista a um novo público mais amplo", usando "novas fórmulas" de apresentação, para colmatar a falta de espaços existentes (ver caixa).
O proprietário do bar "Deslize", situado na zona da Sé, reconhece os esforços da edilidade em relação à dinamização artística. "Nos últimos anos, perceberam que a cultura é muito importante", salientou José Pinto. Apesar disso, o empresário lamenta o facto de "esses esforços não obedecerem a um desenvolvimento estratégico", agindo "consoante o momento". Peças teatrais ou concertos de música jazz são eventos que poderão constar na agenda futura deste bar, mas só se o projecto tiver continuação. Neste momento o "Deslize" espera uma decisão do tribunal, que pode ditar o seu encerramento.
"O diálogo entre a câmara, a Universidade do Minho e as outras entidades culturais podia ser maior", afirma, por outro lado, o director da Biblioteca Pública de Braga, Henrique Barreto Nunes. "A cidade não tem aproveitado a massa cinzenta da universidade da forma mais rentável", alega, acrescentando que "para a terceira cidade do país e com uma população jovem tão numerosa", a oferta cultural "não é tão interessante e diversificada" como seria esperado.

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Intervalo em Agosto

Durante o mês passado, a maior parte dos agentes culturais minhotos esteve de "férias", deixando as actividades urbanas reduzidas, na sua maioria, a manifestações de origem popular ou animações de rua.
A Biblioteca Pública de Braga manteve apenas a exposição - "Minho Oitocentista", e também a actividade das casas das artes de Famalicão e de Arcos de Valdevez ficou reduzida a uma única exposição. Paulo Brandão, programador da instituição famalicense, afirma que durante o mês de férias tiveram "muita gente nos corredores a perguntar se havia alguma coisa lá" e, por isso, para o próximo Verão, estão a pensar em manter "uma série de ateliers para as pessoas que não vão de férias".
"Agosto é o mês de intervalo entre temporadas teatrais", explicou o director da CTB, Rui Madeira. Um mês passado, pelos actores da Companhia de Teatro de Braga e do Teatro do Noroeste, de Viana de Castelo, em descanso ou em digressão pelo país.
Diferente é a perspectiva da vereadora da Culturada Câmara de Braga, Ilda Carneiro, que considera que durante o mês de Agosto a animação bracarense é "muito diversificada", conseguindo atingir "elevados níveis de assistência". Como é Verão, aquilo que se procura oferecer às pessoas é uma "animação mais leve, de lazer, que as deixe satisfeitas", argumenta.
António Durães, um dos elementos fundadores do "sindicato de poesia", alega que se verifica na cidade uma "falta de iniciativa durante o ano todo", assistindo-se por parte da autarquia a "uma série de discursos que se anulam." Embora os "trabalhadores" do "sindicato" estejam de folga, fica a promessa de voltarem em Setembro com a reposição da última actuação e uma proposta "nova e arrojada".
Mas as férias não chegaram a todos. Em Guimarães, o cine-clube prosseguiu as suas sessões, com cinema ao ar livre, no centro histórico, três dias por semana.

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O problema é da falta de espaços?

A falta de espaços em Braga é a grande condicionante, segundo Ilda Carneiro, para a realização de espectáculos de dimensão nacional. "Com o Teatro Circo em obras, neste momento, não temos espaços para grandes bailados ou espectáculos de grandes nomes". A candidatura a Capital Nacional da Cultura, apresentada pela Câmara Municipal, refere que a cidade "dispõe de uma rede de equipamentos culturais diversificada que vai desde grandes auditórios até teatros de bolso", e o director da Companhia de Teatro de Braga (CTB), Rui Madeira, afirma que o problema não é a falta de espaços mas antes a "falta de infraestruturas" e a "falta de fazer coisas". "Existe um preconceito de que para fazer alguma coisa são precisas todas as condições", alega o actor e encenador. Mesmo instalado num espaço provisório - o Espaço Alternativo PT - sem as condições ideais, Rui Madeira recusa-se a desempenhar o "papel de desgraçadinho": "Conhecemos o espaço, sabemos as suas limitações e até onde podemos ir com ele." É nesta linha de pensamento que afirma que mesmo com o Teatro Circo restaurado, a CTB não tem a intenção de se mudar para novas instalações.

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Principais espectáculos para Setembro

Braga
- "A vida de Komikase" , pela Companhia de Teatro de Braga
- "A luz irrompe em lugares estranhos" - recital de poesia promovido pelo Sindicato de Poesia
- Bar Deslize - "Encontrões da fotografia" e espectáculos de café-teatro (às quintas e sextas)
- Concerto com Rodrigo Leão ("Pasión") - Parque de Exposições, dia 10

Guimarães
- VII Cursos Internacionais de Música (dias 1 a 6)
- "Estórias aos solavancos" - Visita-guiada encenada ao centro histórico (dias 6,13, 20 e 27)
- Expotunning - Pavilhão Multiusos de Guimarães (dias 19 a 21)
ografias premiadas - biblioteca Raúl Brandão

Famalicão
- Concerto Zeca Baleiro, na Feira de Artesanato (dia 12)
-Teatro: "Os dias de hoje", com texto de Jacinto Lucas Pires - Casa das Artes (dias 19 e 20)
- Dança/Teatro Casio Tone e atelier pela Companhia Real Pelágio - Casa das Artes (dias 25 a 28)
- Música Popular Brasileira - "Tributo a Elis Regina"- Casa das Artes (dia 26)

Viana do Castelo
- Ciclo de Música Sacra Viana 2003
- VII Festival Internacional de Folclore Alto Minho (dias 1 a 7)
- Concerto "Pasión", por Rodrigo Leão (dia 12)
- Espectáculo de Percussões "Tim-Tam-Tum" (dia 13)
- Espectáculo de teatro "Avarias", pelo Teatro Mínimo de Lisboa (dias 19 e 20)
- Espectáculo de marionetas "Dança Comigo", pelo grupo Marionetas, Actores e Objectos de Viana do Castelo (dias 26 e 27 )